
Foto: Osvaldo Jurno/AE
Ainda estou arrepiado. Estava eu (Pepê) me abasteçendo de música, procurando novos sons, bandas, matando a sede de coisa nova e boa, me deparo com uma matéria feita no site do Estadão, com o seguinte título, “Disco perdido de Dizzy Gillespie e Trio Mocotó é descoberto após 35 anos“, curioso como deve ser, fui ver do que se tratava.
Lendo e ouvindo, enfim entendi o assunto. Se tratava de um “disco” (experimental) composto pela lenda do Bebop no jazz moderno, Dizzy Gillespie juntamente com Trio Mocotó (umas das bandas brasileiras mais badaladas no cenário nacional e internacional nos anos 70, disseminando seu balanço, ou melhor, seu Samba Rock sem igual) e alguns outros músicos da época.
Essa mistura entre o bebop e o swing do samba rock, era uma coisa inédita, e que Dizzy e o Trio Mocotó fizeram com classe, mas infelizmente essas faixas foram esquecidas no tempo e o mundo não pode ver essa beldade hehe.
Mas depois de 35 anos, essa relíquia foi encontrada, com “promessa” de lançamento em Julho.
Fonte: Estadão.com.br
Ouça agora a entrevista de Jotabê Medeiros, do Caderno 2 do Jornal Estado de São Paulo, em entrevista a Daniel Jelin do Estadão.com.br, falando sobre as músicas perdidas, encontradas agora.
[audio:http://www.estadao.com.br/ext/especiais/2009/05/dizzy/dizzymocoto_entrevista.mp3]
E um trechinho das canções gravadas por eles.
[audio:http://www.estadao.com.br/ext/especiais/2009/05/dizzy/dizzymocoto_trechos.mp3]
Quem é Dizzy Gillespie
Fonte: Wikipédia
John Birks Gillespie, conhecido como Dizzy Gillespie, (21 de Outubro de 1917 — 6 de Janeiro de 1993) foi um trompetista, líder de orquestra, cantor e compositor de jazz estaduninse, sendo, a par de Charlie Parker, uma das maiores figuras no desenvolvimento do movimento bebop no jazz moderno.
Nos anos 1940, Gillespie liderou o movimento da música Afro-Cubana, trazendo elementos latinos e africanos para o jazz, e até para a música pop, em particular a salsa. Das suas numerosas composições destacam-se os clássicos do jazz “Manteca“, “A Night in Tunisia“, “Birk’s Works“, e “Con Alma“.
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E o Trio Mocotó
Fonte: Wikipédia
O Trio Mocotó “nasceu” em 1968 na Boate Jogral, onde Fritz “Escovão”, João “Parahyba” e Nereu “Mocotó” trabalhavam. Na época, a boate paulistana era o grande ponto de encontro da música brasileira e os três contratados da casa acompanhavam diariamente nomes como Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulo Vanzolini, Manezinho da Flauta, além das históricas “canjas” com artistas brasileiros e outros ilustres visitantes como Duke Ellington, Oscar Peterson, Earl Hines.
O ano é de 1969 e a moda acabara de, literalmente, descobrir a perna feminina, subindo as saias bem acima dos joelhos e enquanto a minissaia escandalizava e fazia sucesso, a coxa feminina ganhava apelido: Mocotó. Como o trio estava sempre brincando com a gíria nova e comentando dos belos “mocotós” que frequentavam o Jogral, começaram a ser chamados informalmente de Trio Mocotó. No mesmo ano o nome teve de ser oficializado por causa da participação no Festival Internacional da Canção. Os três subiram ao palco ao lado de Jorge e defenderam Charles Anjo 45 debaixo das vaias de um maracanãzinho lotado. O próprio Jorge já tinha composto a música Eu Quero Mocotó(para as pernas, é claro), que foi defendida no mesmo festival por Erlon Chaves e a Banda Venêno com Jorge e o Trio Mocotó como convidados.
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É isso ai, a matéria é um pouco antiga, mas vale a pena. E como diz o grande Nereu, “Cade o Mocotó!?” haha