Pra quem não sabe dia 27 de março, é comemorado o dia do Grafite e para homenagear a galera que desenvolve essa arte que ainda hoje, infelizmente, é vista por muitos, como vandalismo e coisa de quem não tem o que fazer, é com grande satisfação e respeito que vou redigir com carinho o que penso e entendo sobre essa arte.
O grafite é um termo remoto vindo da velha Roma. Os antigos romanos, em sua sociedade, tinham o costume de escrever com carvão nas paredes de suas construções, manifestações de protesto. No final da década de 60 e início da década de 70, do século XX, jovens do bairro do Bronx restabeleceram esta forma de arte, mas com uma cara nova, mais colorida e agora, feita de tintas de spray. Algo que ainda permanece nas imagens dos grafites é o apelo político e as questões sociais.
Os grafiteiros sempre estiveram em busca de linguagens novas, mais diretas, mais humanas e que mexessem com as pessoas. Conseguiram ultrapassar barreiras e a arte disseminou, tomando as grandes capitais inclusive cidades brasileiras. Com esse avanço, os grafiteiros criaram suas “tags” que são na verdade, uma marca do grafite, ou seja, suas assinaturas.
Agora, no século XXI o grafite vem tomando espaço de forma expressiva, ou seja, está incluída no âmbito das artes visuais (mais especificamente arte urbana) não só nas cidades grandes, mas nas cidades do interior. É lógico que ainda há aqueles que rejeitam e condenam, mas aos poucos eles vão conquistando seus espaços e adeptos.
Parabéns, aos grafiteiros que expressam seus sentimentos para que todos vejam, através de pinturas que muitas vezes, temos que parar em frente e imaginar o que aquilo quer realmente nos dizer.
Grande Nunca
O nosso país possui grandes grafiteiros, entre eles, o Nunca que já fez diversos trabalhos importantes, em São Paulo como, por exemplo, as pinturas feitas nos bairros da Liberdade e Cambuci. Ele também tem a sua importância fora do Brasil. Nunca participou de mostra na Tate Modern, em Londres, na qual pintou parte da fachada da galeria. Em 2007, junto com outros grafiteiros pintou um castelo de 900 anos, na Escócia.
Por ELiana André