“O PASQUIM” comemora seus 40 anos

“Mas eu vou me embora, vou ler meu “O PASQUIM”, se ela chegar e não me ver, sai correndo atrás de mim…”
Essa singela homenagem da música “Coqueiro Verde – Erasmo Carlos” nos faz recordar um pouco desse meio de comunicação que marcou história, pra história recente do nosso pais.
“O Pasquim foi um semanário brasileiro editado de 1969 a 1991, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar. De uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, que a princípio parecia exagerada, o semanário (que sempre se definia como um hebdomadário) atingiu a marca de mais de 200 mil em seu auge, em meados dos anos 70, se tornando um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro.
A princípio uma publicação comportamental (falava sobre sexo, drogas, feminismo e divórcio, entre outros) o Pasquim foi se tornando mais politizado a medida que aumentava a repressão da ditadura, principalmente após a promulgação do repressivo ato AI-5. O Pasquim passou então a ser porta-voz da indignação social brasileira.” (Wikipédia)
O jornal O Pasquim marcou época, em plena ditadura foi um instrumento de combate à censura utilizando muito humor. Possuia uma equipe de fazer inveja a qualquer um: Paulo Francis, Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Ivan Lessa, Ferreira Gullar, Sergio Cabral, Flávio Rangel e muitos outros. Belos tempos.
No mês passado, mais precisamente no dia 23 de junho, O PASQUIM comemorou seus 40 anos, em uma festa promovida pela editora carioca “Desiderata” que aproveitou a data para lançar dois volumes recentes dedicados ao jornal que enfrentou a ditadura militar.
Inclusive, essa festa teve a participação dos integrantes do CQC (custe o que custar). Assista o video pra saber um pouquinho do que foi essa festa, que apesar das piadas, é bem interessante:
Fica aqui o reconhecimento do QCLV a esse instrumento importante de comunicação, que deixou suas marcas no nosso país, mostrando o poder do nosso povo.