QCLV POR ESTAS BANDAS – HELLISH WAR

Publicado em 12 de maio de 2010 por Daniel Rocha

Bom amigos do QCLV Por Estas Bandas, é com muito orgulho que apresento à vocês Hellish War. Acredito que para quem curte este estilo musical não será surpresa, uma banda de Heavy Metal brasileira ter mais fama fora do país.

Não estenderei meus comentários, o release da banda é extenso e não poderia deixar de ser, os caras são foda demais!! E além do mais tem dois integrantes que se chamam Daniel!! Só podia ser sucesso!

HELLISH WAR – HEAVY METAL CLÁSSICO NO SÉCULO XXI

Desde seu surgimento no final da década de 70, o heavy metal foi um dos gêneros musicais que mais sofreu transformações. Da sua forma clássica através de bandas como Iron Maiden e Judas Priest, o estilo ganhou mais peso e velocidade com bandas da segunda metade dos anos 80 como Metallica, Slayer e Venom. Na década de 90 bandas como Morbid Angel e Entombed iam ainda mais além nesses aspectos inaugurando assim o death metal. No mesmo período, grupos noruegueses como Mayhem e Emperor
enfatizavam o elemento “satânico” do som já muito brutal e veloz. Mas de todos esses períodos distintos do heavy metal, não há como negar que seu auge aconteceu mesmo durante a década de 80, quando o estilo ainda se encontrava em sua forma mais pura. E foi nessa “era mágica” do metal que a banda campineira Hellish War foi buscar inspiração.

O guitarrista Vulcano – que desde 1986 atuava em bandas locais da região de Campinas – fundou o Hellish War em 1995. Inicialmente sua idéia era formar um “power-trio”. O baterista Jayr Costa e o baixista e vocalista Marcos juntaram-se à banda e assim fizeram os primeiros shows. Com essa formação também gravaram a primeira demo tape em 1996. Intitulada The Sign, o trabalho foi muito elogiado pela crítica especializada no Brasil. Era impressionante como um grupo formado durante o auge do movimento grunge conseguia ser tão autentico e ao mesmo tempo fiel ao formato mais clássico de um estilo musical que se transformava constantemente. A faixa título “The Sign” logo transformou-se num hino do metal brasileiro da época.

Em 1997 aconteceu a primeira mudança na formação. Com a saída de Marcos, o até então trio passou a ser um quinteto com a entrada de Roger Hammer nos vocais, Gabriel Gostautas no baixo e Daniel Job que assumiu a segunda guitarra. Com essa formação o Hellish War ganhou força extra, o que pôde ser sentido em seus novos shows que se tornavam cada vez mais explosivos. O estilo peculiar da guitarra de Vulcano agora ganhava força extra com a técnica de Daniel Job. Roger Hammer também trouxe uma potencia vocal ao som da banda que impressionava.

O PRIMEIRO ÁLBUM

A boa repercussão nos palcos de São Paulo e interior impressionaram os diretores da gravadora Megahard Records que, na ocasião, destacava-se como um dos principais selos especializados em metal na época. Com contrato assinado, puderam então entrar em estúdio para gravar seu primeiro disco. “Defender of Metal” foi lançado em 2001 sob grande expectativa. Calorosamente bem recebido pelo público, o álbum caiu nas graças da imprensa roqueira do Brasil e obteve excelentes avaliações nos
principais veículos. No exterior, também ganharam notoriedade em países como Portugal, Alemanha e Japão que se impressionavam com o Hellish War e seu estilo tão peculiar e purista de se fazer heavy metal. A turnê de divulgação do álbum varreu estados do sul e sudeste do país com shows em mais de 50 cidades. Destaque para as apresentações no Directv em São Paulo ao lado do alemão U.D.O. (legendário vocalista do Accept) e no Moinho São Roque em Curitiba quando foram convidados pela lenda inglesa Saxon para fazer o show de abertura.

Ao fim da turnê novas mudanças haviam ocorrido na banda: Jayr Costa havia sido substituído pelo baterista Daniel Person e JR era o substituto de Gabriel Gostautas no baixo. O Hellish War ganhava ainda mais vigor e habilidade técnica.

PROBLEMAS COM GRAVADORA

Biografias de músicos estão repletas de problemas com gravadoras. Com o Hellish War não foi o contrário. A banda, que atingia níveis cada vez mais altos de qualidade e popularidade, demandava mais investimento e atenção da gravadora. Sem o comprometimento que esperavam, o Hellish War decidiu rescindir o contrato com a Megahard Records, já que novos selos estavam interessados na banda. A gravadora, por sua vez, não querendo perder um artista já consolidado, dificultou o processo de rescisão contratual. A partir daí a banda passou a travar um longo período de batalhas com os diretores do selo no sentido de se ver livre do antigo contrato e poder dar seqüência a sua carreira. Em paralelo aos problemas administrativos, o segundo álbum da banda começava a tomar forma. Numa tentativa de restabelecimento contratual, a Megahard oferece novas condições ao Hellish War. A
banda agora contava com toda infra-estrutura de um bom estúdio na capital paulista para produção de seu segundo álbum. As gravações iam a todo vapor quando novos desentendimentos surgiram com o selo. Agora não havia mais condições de manter o contrato. O prejuízo? Todo material já gravado fora perdido.

HEROES OF TOMORROW

Já livres de obrigações contratuais, o Hellish War entra no renomado Sincopa Estúdios em Campinas para re-gravar todo seu segundo e novo álbum. Melhor lapidado e com uma produção ímpar, a banda decide trilhar o caminho independente atendendo à tendência de mercado. Heroes of Tomorrow finalmente chega agora às lojas de todo Brasil trazendo 10 novas faixas que foram compostas por toda banda e que mantêm o vigor e energia do início de carreira aliado a uma evolução técnica surpreendente. Conheça mais sobre cada faixa do álbum abaixo através das palavras do baterista Daniel Person.

HEROES OF TOMORROW – FAIXA-A-FAIXA (Por Daniel Person)

Straight From Hell: O segundo disco do Hellish War começa com essa música rápida, a ultima composto para o álbum. Essa faixa me faz lembrar do Grave Digger, principalmente por conta dos riffs e linhas vocais;

Die For Glory (Guillis The Brave): Essa faixa cadenciada já é conhecida pelos fãs do Hellish War que foram a alguns dos últimos shows da banda. O ex-baterista do Manowar, Rhino, chegou a elogiar o trabalho de bateria dessa música através do Myspace da banda;

Metal Forever: Essa composição também já é conhecida dos nossos fãs e se tornou o novo clássico do Hellish War. Ótimos solos e duetos de guitarra, e um refrão que você não vai esquecer tão fácil;

Son Of The King: Riffs de guitarra tradicionais que remetem ao primeiro disco da banda. “Son Of The King” traz o Hellish War tocando o metal tradicional dos anos 80 com muita pegada e energia;

Reasons: Após a ótima introdução, essa canção segue trazendo uma grande inspiração da banda alemã Running Wild, principalmente pelos riffs de guitarra;

My Freedom: Essa faixa mais lenta destaca-se pelas linhas vocais, principalmente pelo refrão que é cantado por todos os músicos da banda;

Destroyer: A música mais rápida do álbum mostra o Hellish War no seu melhor desenvolvimento técnico. Atenção ao refrão que vai fazer seus auto-falantes explodirem!

Awaken: Outra música de heavy metal clássico dos anos 80. Várias mudanças de climas e riffs inspiradíssimos que parecem ter sido criados durante o auge da New Wave Of Britsh Heavy Metal. Esperamos que você bata-cabeça com essa faixa!

Beyond: Tema instrumental que novamente remonta à atmosfera do Defender of Metal. Novamente os solos se destacam. Essa música tem se encaixado com perfeição para abertura dos novos shows do Hellish War;

Heroes Of Tomorrow: Essa épica canção fecha o álbum com poderosas linhas vocais e orquestrações inspiradas no trabalho de Basil Poledouris (Conan). “Heroes Of Tomorrow” mostra o Hellish War em seu melhor momento e é certamente uma das melhores músicas já compostas pela banda;

HEROES OF TOMORROW NA IMPRENSA Internacional

“Heroes Of Tomorrow” roubou meu coração desde o início. Melhor qualidade de som possível. Metal tocado por um bando de músicos talentosos até os ossos… Esse álbum tem muito potencial – Metal To Infinity (Bélgica)

Onde bandas como Primal Fear e Manowar mostram fraqueza, bandas como esses heróis aparecem e levantam bem alto a bandeira dos tempos de glória – Metal Observer (Canadá)

“Heroes Of Tomorrow” é um trabalho que muitas bandas européias gostariam de ter lançado… – Metal Temple (Grécia)

Essa banda não soa atualizada, ela soa arcaica e absolutamente ortodoxa, mas ortodoxa de forma mágica – Metal District (Alemanha)

Excelentes composições e muitos riffs com habilidade suficiente – Merlin Prog (Noruega)

Uma rara experiência de Power Metal! – Metal 2 Metal (Alemanha)

Metal “old school” feito com muita experiência, e influencia do altamente exigente metal norte-americano dos anos oitenta, mas também com algumas referencias neoclássicas. Executando isso com tanta dedicação e perícia, o resultado se torna sensacional – Metal Glory (Alemanha)

Combinam melodia e peso com maestria – Power Metal (Alemanha)

A música deles é autêntica, feita com paixão e energia. Este é um grande trabalho e em minha opinião nós devemos ao Hellish War o nosso apoio. Eles merecem isso pela música honesta e sincera que fazem. – Mario’s Metal Mania (Alemanha)

“Heroes of Tomorrow” garante qualidade do início ao fim, o grupo encontrou o início de um interessante equilíbrio entre o heavy metal “old school” e o contemporâneo – Metal Integral (França)

As canções são maduras, e os refrões são como bons hinos – Rock Hard (Alemanha)

Com excelente qualidade sonora, além de um belo trabalho gráfico na capa e encarte, o Hellish War mostra profissionalismo de sobra em “Heroes Of Tomorrow” – Whiplash (Brazil)

…reproduzem com perfeição todos os elementos do power e do metal tradicional, com ótimas guitarras, cozinha pesada e harmonias/melodias épicas, com refrãos que muitas vezes mais parecem gritos de guerra… riffs e solos com maestria – Roadie Crew (Brazil)

O álbum apresenta excelente qualidade gráfica e de áudio, com gravação, mixagem e masterização acima da média nacional e compatível com grandes nomes do cenário mundial que estão em evidência – All The Bangers (Brazil)

HEROES OF TOMORROW – OS MÚSICOS

Roger Hammer (vocais) começou sua carreira musical aos 15 anos de idade cantando em casas de karaokê. O descobrimento de seu talento vocal o levou a integrar uma banda de covers. Foi gravando um dos ensaios dessa banda que conheceu Vulcano, guitarrista do Hellish War. Impressionado com sua voz, Vulcano o convidou para fazer um teste na sua banda. A aprovação foi imediata! Roger Hammer já está há 10 anos no Hellish War onde além de ter se desenvolvido como cantor, se tornou um exímio compositor.

Vulcano (guitarras) é o membro fundador do Hellish War e possui mais de vinte anos de experiência como guitarrista. Seu estilo peculiar de tocar e compor – influência de grandes guitarristas como Dave Murray, Cris Oliva e Chris Holmes – garante personalidade própria ao Hellish War ao mesmo tempo que nos faz voltar 20 anos no tempo direto para o período de ouro do heavy metal. Também é dono de uma presença de palco cativante e de um senso de humor no mínimo diferenciado.

Daniel Job (guitarras) começou a tocar aos 10 anos de idade. Influenciado por Yngwie Malmsteen e Marty Friedman, montou sua primeira banda aos 15 anos. Tocando no mesmo circuito que o Hellish War, conheceu e virou um grande admirador da banda. Através da sua amizade com o ex-baterista Jayr Costa, colaborou com o grupo em alguns shows como baixista até ser convidado para assumir a segunda guitarra. Com sua contribuição, o Hellish War ganhou muito mais força e técnica, sem falar na riqueza melódica que os duetos de guitarra trouxeram pra banda. Daniel Job também toca no Iron Fist (Motörhead Cover) e no Sacred Heart (Dio Tribute).

JR (baixo) é sobretudo um músico versátil, influenciado pelo jazzista Marcus Miller e por Steve Harris, do Iron Maiden. Sua versatilidade se demonstra através da técnica e da pegada pesada do metal, fazendo dele um músico completo. Começou a tocar em1998 e passou pelas bandas Hallowed e After Grave. Já era um músico conhecido da região de Campinas quando conheceu Roger Hammer e acabou entrando no Hellish War. É o membro mais novo da banda, mas não menos importante. Tanto é que contribuiu com muitas idéias durante o processo de composição de Heroes Of Tomorrow.

Daniel Person (bateria) começou a tocar aos 12 anos de idade influenciado pela preferência musical de seu pai. Passou a integrar o Hellish War em maio de 2001, logo após o lançamento de Defender of Metal. Fez parte de outras bandas da região de Campinas: Sagrez (heavy metal) e Mighty Athena (hard rock), e teve diversas experiências em estúdio, tendo inclusive gravado com Rodrigo Hid (Patrulha do Espaço). Atualmente também é baterista do Iron Fist (Motörhead Cover) e do The Flanders (rock).

EUROPEAN FIRST ASSAULT TOUR 2009

Os doze anos de fidelidade ao heavy metal clássico renderam ao Hellish War uma grande conquista: um convite para realizar uma turnê completa pela Europa! A primeira turnê européia do HELLISH WAR acontece em setembro de 2009. Batizada de “European First
Assault Tour”, a turnê vai incluir três apresentações em festivais europeus: dia 05/09 no Back To Rock na Suíça, dia 12/09 no SwordBrothers Festival na Alemanha e dias 18/09 e 19/09 no Razorblade Festival, também na Alemanha. Outros shows já confirmados incluem dia 04/09 no Downstairs em Worblaufen na Suíça; 08/09 em Gent na Bélgica; 09/09 no De Rots em Antwerpen na Bélgica e dia 11/09 no Die Halle em Frankfurt na Alemanha. Mais datas serão anunciadas em breve.

DISCOGRAFIA:
Defender of Metal (1991)
Heroes of Tomorrow (2008)

SITE OFICIAL:
www.hellishwar.com.br
www.myspace.com/warhellishwar

Management, Shows e Imprensa:

Eliton Tomasi – Som do Darma
(15) 3211-1621 / 9134-3443

eliton@somdodarma.com.br
www.somdodarma.com.br

Autor

Daniel Rocha

Daniel Rocha, 36 anos, Analista de Sistemas, quase DBA. Sempre em busca de boa música, cultura e novas amizades, apreciador inveterado de todo tipo de pessoas e costumes, sempre aprendendo, sempre ensinando, quebrando paradigmas.

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