Palestrantes do II Fórum Global de Sustentabilidade – SWU

Publicado em 1 de novembro de 2011 por Fernanda Capuvilla
II Fórum Global de Sustentabilidade - SWU
II Fórum Global de Sustentabilidade - SWU

O cientista israelense David Cahen, chefe do Departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências de Israel, e o presidente da ONG britânica SolarAid, Steve Andrews, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o professor José Eli da Veiga, um dos maiores especialistas em desenvolvimento sustentável, também juntam-se ao time de palestrantes do 2º Fórum Global de Sustentabilidade SWU, que acontece entre os dias 12 e 14 de novembro na cidade paulista de Paulínia.

O evento, parte integrante do Festival de Música SWU, já tem confirmadas as participações de grandes personalidades que atuam pela sustentabilidade, como os músicos Bob Geldof e Neil Young e a Nobel da Paz Rigoberta Menchú, entre outros.

David Cahen e Steve Andrews participam de painel sobre energias renováveis.

A ativista ambiental Severn Cullis-Suzuki, que estava também confirmada para o Fórum, não poderá mais participar do evento, por recomendação médica, em função de uma gravidez de risco.

Em sua segunda edição, o evento promove, mais uma vez, três dias de debates e discussões em torno de ideias, experiências e propostas para a sustentabilidade, contemplando os seus três pilares (social, ambiental e econômico). O Fórum acontece no Theatro Municipal de Paulínia, dentro da área onde será montado o festival SWU. O objetivo do encontro é fomentar debates em torno da sustentabilidade através do exemplo e da experiência de pessoas, empresas e organizações que já contribuem para um modo de vida mais sustentável.

SolarAid

Atualmente na África, o uso de querosene causa mais mortes do que a malária. O querosene é utilizado para gerar luz, mas a sua combustão libera gases tóxicos maléficos para a saúde. Por esse motivo, a ONG britânica SolarAid atua no fornecimento de painéis de energia solar para as regiões rurais dos países africanos e na capacitação da população local, com técnicas de venda e marketing, gerando renda para as comunidades com a comercialização desses painéis. Além disso, quem adquire e utiliza esses painéis percebe a redução nos gastos mensais.

Fundada em 2006, a SolarAid já atendeu mais de 45% das comunidades carentes do sudeste africano com a produção de energia renovável. A ONG treinou mais de 120 pessoas, vendeu 8.500 produtos de captação de energia solar e instalou painéis solares em 108 escolas, 19 hospitais e 8 centros comunitários. Segundo dados levantados pela própria SolarAid, apenas 2% da área rural do continente africano tem acesso à eletricidade – ao mesmo tempo, a região é uma das mais favorecidas pela incidência solar.

O presidente da ONG, Steve Andrews, que no ano passado se mudou da Inglaterra para o Quênia, vem para o Fórum SWU contar toda a história e os desafios da ONG no continente africano.

Levantamento do Banco Mundial e da ONU revela alguns dos benefícios que a atuação da ONG tem levado para as comunidades africanas. Nas escolas que receberam as placas de energia solar, por exemplo, houve significativa melhora no desempenho de alunos e professores, além da redução de emissões de gases tóxicos.

David Cahen

O professor e cientista israelense David Cahen é chefe do Departamento de Energia Alternativa do Instituto Weizmann de Ciências de Israel. Ele participa de vários comitês nacionais e internacionais de ciências e educação científica e atua também como consultor e conselheiro de diversas iniciativas relacionadas a energia.

Por sua atuação na área e trabalho em torno de fontes alternativas de energia renovável, já conquistou inúmeros prêmios como o Edwards Prize for Research Excellence (concedido pela Israel Vacuum Society) em 2003; o Landau Prize for Alternative Energy em 2008 e o Kolthoff Prize em 2009, do Technion, Israel Inst. of Technology.

Marina Silva

Há quatro anos, a ex-senadora Marina Silva foi eleita pelo jornal inglês The Guardian como uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta. Com quase 30 anos de vida pública, já foi vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente no governo Lula.

Reconhecida por seu trabalho em defesa dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável, teve como uma de suas maiores conquistas o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 14 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Mais de 1500 empresas ilegais foram desmanteladas e 700 pessoas foram presas.

Em 2007, no mesmo ano em que recebeu o destaque do jornal The Guardian, Marina Silva também conquistou o Champions of the Earth, principal prêmio da ONU na área ambiental. Logo depois, ganhou a medalha Duque de Edimburgo, diretamente das mãos do príncipe Philip, da Inglaterra, em reconhecimento à sua trajetória e luta em defesa da Amazônia brasileira. Há dois anos, foi homenageada em Oslo, Noruega, com o prêmio Sophie, da Sophie Foundation, concedido a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e do desenvolvimento sustentável.

Também em 2009, recebeu da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco o Climate Change Award, em reconhecimento à sua contribuição para projetos na área do meio ambiente, ações e iniciativas conduzidas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.

José Eli da Veiga

José Eli da Veiga foi um dos primeiros estudiosos a se dedicar ao tema do desenvolvimento sustentável, já a partir do início da década de 70. Atualmente é professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), pesquisador do Núcleo de Economia Socioambiental (NESA) e orientador do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (IRI-USP).

Além de assinar artigos científicos nacionais e internacionais, se destaca também como autor de livros. Já publicou 19 títulos, entre eles, “Desenvolvimento Sustentável – O desafio do século XXI”, “Desenvolvimento Sustentável: Que bicho é esse?” e “A Emergência Socioambiental”.

Eli da Veiga começou a se especializar em desenvolvimento sustentável há cerca de 40 anos, quando o conceito não estava ainda amplamente disseminado, período em que trabalhava no Institut National de la Recherche Agronomique (INRA), na França, e também concluía sua dissertação de mestrado, sobre os Planos de Desenvolvimento dos Estabelecimentos Agrícolas.

Na França, José Eli da Veiga concluiu o mestrado em Economia Agrícola e o doutorado em Desenvolvimento Econômico e Social. Fez também estágios pós-doutorais nas universidades de Londres, Califórnia, Paris, Milão e Cambridge.

Já exerceu função em cargos públicos, como Secretário do Conselho Brasileiro de Desenvolvimento Rural Sustentável, Superintendente Regional do INCRA em São Paulo e Técnico do Ministério da Agricultura em Portugal.Também é colaborador das colunas de sustentabilidade do jornal Valor Econômico e da revista Página 22.

Fonte: SWU Institucional e Movimento SWU de sustentabilidade

Autor

Fernanda Capuvilla

27 anos, Casada, Bióloga, Consultora e Gestora Ambiental, mãe de dois filhos lindos, apaixonada por chocolate, amante da natureza. Adoro cinema, teatro, música, livros, fotografar, entre outros...

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