Um Dia: o livro que deu origem ao filme que estreia hoje nos cinemas
15 de julho. Dia em que Emma Morley e Dexter Mayhew se conheceram e passaram a dividir em capítulos de quase 20 anos. Esta história será conhecida a partir de hoje para os brasileiros que forem ao cinema, porque é dia de estreia do filme Um Dia.
Antes disso, milhares de pessoas que esperavam pelo filme, já leram o livro homônimo, o best-seller de David Nicholls. Para aqueles que não leram o livro, vale adiar a ida ao cinema em alguns dias e fazê-lo.
Um Dia é nada menos que uma história de amor moderna e cheia de clichês de sofrimento e romance. Seria isso se ela não fizesse você, que está ali, na frente do papel, torcer por esses dois como se estivesse na vida deles, como se fosse um deles. Aliás, a beleza dos livros e principalmente a leitura de Nicholls é que você consegue se ver como personagem.
Terminar de ler Um Dia é como aquelas noites em que se está bêbado e quer ligar para a pessoa que ama e dizer tudo o que está sentindo. Você está triste, mas também sente uma nostalgia, boa.
O autor foi, de fato, muito feliz nessa junção de histórias de amor que ouvimos por aí – ou que nós mesmos contamos – em uma. É também como as comédias romanticas que assistimos, a narração de romances mal sucedidos que nos reconhecemos e de bem sucedidos que imaginamos.
Emma e Dexter se conhecem, como não é novidade, em 15 de julho de 1988 e a história segue em capítulos do mesmo dia, pelos próximos 20 anos, os melhores deles, é claro, com um na vida do outro. Se pudéssemos escolher, ficaríamos em 1992, o melhor capítulo, quando eles viajam juntos para a Grécia. São eles que mostram que há pessoas que se amam tanto a ponto de serem amigos só para ficar perto um outro.
A narrativa de Um Dia é perfeita e prazerosa. A única falha é exclusiva da edição brasileira (pela Intrínseca), com alguns erros perceptíveis de tradução e de gramática – estes vários.
Uma dica para o livro: termine os últimos capítulos em casa, ou não tenha vergonha de chorar em público. Quanto ao filme, parece que devemos nos preparar para chorar ao lado de pessoas desconhecidas. Mas não as histórias de amor que nos fazem chorar as melhores? Você mostra que sim, David Nicholls.
