Que Corra La Crítica – Nova Iorque, eu te amo

Publicado em 29 de janeiro de 2010 por Danielle Nagase

Nova Iorque, eu te amo é um filme essencialmente envolvente.

Escrito e dirigido por um conjunto enorme de profissionais, o longa metragem mostra um lado meio oculto da cidade que nunca dorme, sua passionalidade.

Um misto de romance, drama e humor, o filme conta diversas histórias de pessoas comuns, que se permitem envolver uns com os outros. É o lema: em todo momento, uma nova história de amor pode começar.

E o mais interessante é que, no longa, esse amor ultrapassa qualquer preconceito – idade, raça, passado ou futuro – e todo e qualquer relacionamento torna-se válido, seja ele adúltero, imaginário ou arranjado.

É exatamente isso que Nova Iorque, eu te amo mostra. Pessoas que não têm medo de se apaixonar, nem que seja por um único e breve instante.

Além das histórias cativantes (ou envolventes, se preferir), a produção também merece ser lembrada por sua fotografia, trilha sonora e edição.

Tudo foi pensando em seus mínimos detalhes, como a música e as imagens que sofrem cortes bruscos, para lembrar que as histórias são desconexas e não possuem continuidade com a cena seguinte.

Quanto à fotografia, todos os cenários foram muito bem retratados de maneira sutil. O filtro amarelo que dá um toque latino e quente à cena, o exagero do branco, que passa a sensação de frieza e falta de sentimentos, e a profusão de objetos em um apartamento pequeno, que mostra a intensa desordem na vida interior de um dos personagens.

E assim o filme segue. Contando a história de um casal de velhinhos briguentos, porém apaixonados; de um amor platônico e proibido por crenças religiosas; de um pai super cuidadoso com a filha; ou de amores à primeira vista.

Nova Iorque, eu te amo é um filme de amor, sexy, engraçado e, claro, envolvente.

E aqui no QCLV, só não ganha pontuação máxima por ter deixado algumas lacunas em seu roteiro. São pequenas dúvidas que não atrapalham no entendimento do filme, mas que não poderiam existir, né?!

Mesmo assim, vale a pena assistir, e se envolver!

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Autor

Danielle Nagase

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