Que corra la crítica – A Ilha do Medo
Se você possui algum preconceito com filmes de terror, abra uma exceção! Primeiro porque é Scorsese. Segundo porque de terror A Ilha do Medo só tem o nome.
Escrito por Laeta Kalogridis e dirigido por Martin Scorsese, o longa é uma adaptação do livro The Shutter Island, de Dennis Lehane.
Quem der uma passadinha no cinema vai entrar em contato com a história do detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), antes e durante as suas investigações no Ashecliffe Hospital, uma ilha isolada que cuida de pacientes com problemas mentais.
Se pararmos para pensar, a Ilha do Medo até possui algumas características de um filme de terror: fotografia escura, loucos perigosos espalhados por toda parte e um mistério. O que ele não tem são os clichês que acabam por banalizar os filmes do gênero, coisa que só foi possível devido à genialidade do diretor.
Fora do banal e do clichê, portanto, espere para se surpreender com a história (sim, A Ilha do Medo possui uma história!) e com as reviravoltas do destino do protagonista!
Por falar em história, preste bastante atenção no filme e nas dicas que Scorsese vai dando no desenvolvimento da trama. É um filme para pensar e a experiência só será boa se você entrar no jogo do diretor! Talvez justifiquemos aqui o porquê de algumas pessoas saírem do cinema amaldiçoando o longa.
E já que falamos sobre genialidade, atenção à trilha sonora. Forte, vibrante e, no mínimo, inquietante, ela é a maior responsável pelas sensações de medo e tensão no filme.
Infelizmente não dá para falar mais nada para não revelar o final (que é surpreendente!). O jeito é você se render ao longa, com muito cuidado para não sair de lá como os pacientes do Ashecliffe Hospital: louco(a)!
Abasteça – se crítica cinematográfica com Danielle Nagase !
