Um pouco de Vik Muniz
Filho de um garçom e uma telefonista, Vik Muniz foi criado em São Paulo, onde iniciou seus estudos de arte, e chegou aos Estados Unidos graças a um acidente. Depois de apartar uma briga na rua, acabou sendo atingido por um tiro na perna. O autor do disparo era a vítima que Muniz tentava defender na briga. Para compensar o transtorno, o homem ofereceu-lhe uma boa quantia em dinheiro que acabou por financiar sua viagem a Chicago, em 1983. Dois anos depois ele foi para Nova Iorque, onde vive até hoje.
O sucesso, no entanto, chegou somente há 14 anos, quando um crítico do New York Times foi conferir a exposição principal de uma galeria e se deparou com a série ‘Sugar Children’ alojada discretamente em uma sala dos fundos. Encantado, ele escreveu uma resenha que abriu inúmeras portas ao brasileiro: além de receber um convite para participar da prestigiosa mostra New Photography, no MoMA, Vik viu suas obras serem adquiridas por museus como o Guggenheim e o Metropolitan Museum of Art.
Hoje, o prestígio de Vik ultrapassa o limite de museus e galerias. Seu trabalho também tem sido visto em outros tipos de suporte, como a capa da revista dominical do The New York Times, do último dia 7 de dezembro, para a qual criou um retrato de Albert Einstein feito de recortes de papel, e um retrato de Vladimir Putin à base de caviar, publicado na edição de 75 anos da revista Esquire.
Vik Muniz é o único brasileiro vivo a figurar no livro 501 Great Artists: A Comprehensive Guide to the Giants of the Art World, da Barron´s (ao lado do carioca Hélio Oiticica, falecido em 1980). Em 30 de janeiro de 2010, o documentário “Lixo Extraordinário” sobre o trabalho de Vik Muniz com catadores de lixo em Duque de Caxias foi premiado no Festival de Sundance.
No Festival de Berlim em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e o público na mostra Panorama.

Página pessoal: www.vikmuniz.net
Lixo Extraordinário (Waste Land)
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