QCLV CÊNICO – CARTAS DO PARAÍSO

Publicado em 26 de abril de 2010 por Daniel Rocha

Nosso mais novo parceiro FÁBRICA DAS ARTES, recebe em Maio, o espetáculo CARTAS DO PARAÍSO.

Só posso dizer aqui que a referencia de “PRIMUS” me deixa muito apreensivo, pois foi uma peça que jamais esquecerei, na minha opnião, perfeita!!

Texto retirado na integra do site parceiro

Conhecida no meio teatral americanense pela premiada montagem “Primus”, vencedora do V Festival de Teatro de Americana, a Boa Companhia, de Campinas, estará na cidade para apresentar seu mais recente trabalho, o espetáculo “Cartas do Paraíso”, criado a partir dos relatos de jesuítas e viajantes no início da colonização. As apresentações acontecem no Fábrica das Artes – Rua Dr. Cícero Jones 146 – Vila Rehder, nos dias 08 e 09 de maio, sábado e domingo às 20 horas. A entrada é gratuita e os ingressos para ver o espetáculo serão distribuídos exclusivamente pelo Fábrica das Artes, nos dias de apresentações, a partir das 19 horas.

Cartas do Paraíso que é patrocinado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, tem como material dramatúrgico cartas escritas por jesuítas, exploradores e viajantes nos primeiros tempos nesta Terra de Santa Cruz, Pindorama ou mítica Hi-Brasil, nesta que foi a “primeira aventura globalizante da humanidade”. A radical diferença entre as duas visões de mundo foi o ponto de partida para a criação de uma poética luso-tropicalista, pautada na mestiçagem, no encontro e no confronto de imaginários tão ricos: o do Portugal renascentista e mercantilista e a cultura indígena brasileira, sendo ela mesma extremamente múltipla.

Segundo Verônica Fabrini, diretora do espetáculo, Cartas do Paraíso dá prosseguimento à pesquisa de linguagem que a companhia vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória. “O processo de encenação parte do trabalho do ator e se nutre de elementos de outras artes cênicas como a dança, música e performance e agora buscando um diálogo maior com outras mídias áudio visuais” disse Verônica.

Nas primeiras cartas de jesuítas e viajantes, a terra nova é comparável a um paraíso na Terra (quiçá o próprio paraíso), o que, no imaginário cristão, evoca tensões. “Apoiados em pesquisas bibliográficas, iconográficas e sonoras, procuramos construir uma encenação partindo dessas imagens, mas que não busque nenhuma reconstrução histórica. Interessa-nos acompanhar as metamorfoses da ideia de Paraíso projetada pelo imaginário europeu na terra de Pindorama (Terra de Santa Cruz) e buscar a reverberação disso na construção de uma singularidade brasileira, acelerando no tempo, atravessando o movimento modernista (bradando tupi or not tupi!), o tropicalismo ( aqui é o fim do mundo, de Torquatro Neto) até desembocarmos na complexidade atual da crise ambiental, da crise ética, neste cenário pré-apocalíptico de um mundo globalizado e bárbaro”, revela Fabrini.

SINOPSE

Acima da Linha do Equador, homens desafiam o mar tenebroso em busca de novos caminhos, de nova terras, quem sabe, um Paraíso.

Abaixo da linha do Equador, outros homens dançam até seus corpos se tornarem leves e serem levados pelo vento, acima e além das grandes águas para alguma terra sem males, quem sabe, um Paraíso.

Na linha branca de areia, começo de um caminhar, pra beira de outro lugar, esses homens se encontram, devoram-se, transformam-se uns nos outros, amalgamados, mestiços, amedrontados e pasmos diante da morte.

A bordo das canoas com asas viajam um degredado, um padre, um jovem cartógrafo, um bufão. Na praia, os aguardam xamãs e guerreiros. na iminência de um apocalipse dois imaginários se encontram e se perguntam: alguém sabe onde fica o paraíso?

FICHA TÉCNICA
Elenco: Alexandre Caetano, Eduardo Osorio, Gustavo Valezi e Moacir Ferraz
Direção: Verônica Fabrini
Direção Musical e trilha sonora: Silas Oliveira
Preparação Corporal: Rafael Barzagli Oliveira
Iluminação: Cláudia Echenique
Figurino: Guilherme Guedes
Projeto gráfico: Gustavo Valezi, Alexandre Caetano
Edição Audiovisual: Gustavo Valezi
Técnico luz: Cláudia Echenique
Técnico som: Erico Daminelli
Produção: Cassiane Tomilhero, Carolina Delduque e Érika Cunha
Realização: Boa Companhia

Temporada Completa

08 e 09 de maio – Americana
Fábrica das Artes – Rua Doutor Cícero Jones, 146 – Fone: (19) 3014-1990

14 e 15 de maio – São José dos Campos
Cine Teatro Santana – Av. Rui Barbosa, 2005 – Fone: (12) 3942-1227

20 de maio – Jundiai
Sala Glória Rocha – Rua Barão de Jundiai, 1093 – Fone: (11) 4521-0971

22 de maio – Indaiatuba
Instituto Deco 20 – Rua Pedro Virillo, 310 – Fone: (19) 3875-0867

23 de maio – Mogi Mirim
Teatro Municipal de Mogi Mirim – Av. Santo Antonio, 430 – Fone: (19) 3804-1078

27 de maio – Vinhedo
Teatro Municipal Sylvia Alencar – Rua Monteiro de Barros , 101 – Fone: 3826-2821

Autor

Daniel Rocha

Daniel Rocha, 37 anos, Analista de Sistemas, quase DBA. Sempre em busca de boa música, cultura e novas amizades, apreciador inveterado de todo tipo de pessoas e costumes, sempre aprendendo, sempre ensinando, quebrando paradigmas.

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